Como um jogador de longa data que viu a glória do CS:GO, é difícil não sentir uma profunda decepção com o que o CS2 se tornou. A transição para a nova versão, somada à decisão de torná-lo free-to-play, transformou o que era um dos melhores jogos de tiro tático em uma experiência frustrante e quase impossível de jogar. A Valve prometeu uma evolução, mas entregou um jogo que regrediu em um dos aspectos mais cruciais: a integridade da comunidade. O problema dos cheaters, que já existia no CS:GO, explodiu de forma assustadora no CS2. É impossível entrar em uma partida e ter a certeza de que a experiência será justa. A cada rodada, a sensação é de estar enfrentando um adversário que não joga limpo, com hacks de mira (aimbot), visão através de paredes (wallhack) e outras trapaças que tornam a jogabilidade uma piada. A Valve, que deveria estar protegendo a comunidade e punindo esses trapaceiros de forma rigorosa, parece ter abandonado o jogo. A impressão é que a prioridade não é mais a diversão e a competição, mas sim atrair novos jogadores (e consequentemente, mais vendas de caixas e skins), mesmo que isso signifique sacrificar a qualidade do jogo para os veteranos. Em resumo, o CS2 não é uma continuação digna do legado do CS:GO. O que era um jogo competitivo e desafiador se transformou em um playground para hackers. A Valve acabou com o jogo que muitos de nós passamos anos jogando e amando. A nostalgia do CS:GO fica, mas a esperança de ver o CS2 voltar a ser o que era se esvai a cada partida estragada por um trapaceiro.
Definitivamente esse jogo não foi desenvolvido completamente. E não é que esteja ruim, mas o BF6 é o análogo de um relacionamento minimamente saudável depois de um abusivo: qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa vai ser melhor que o BF2042. Certamente não chega perto da ambientação do BF1, dos gráficos do BF5 e da gameplay do BF4. Os mapas não são ruins, mas carecem fortemente de personalidade. Pessoalmente gosto muito mais dos mapas grandes. Mas os mapas grandes do BF6 parecem iguais onde só o bioma muda. A ideia geral dos mapas grandes parece ser colocar pequenas estruturas no entorno e algo gigante no meio. Já os mapas pequenos parece que decidiram jogar todo tipo de objeto aleatório no chão pra criar uma ambientação caótica de terceira guerrra, mas parece mais que foi preguiça de fazer um mapa design decente: quem sofre mais são os veículos já que eles tem tanta liberdade quanto os hebreus pra andar pelo mapa. O modo campanha parece que foi feito por IA, não aguentei jogar 10 minutos dela. A trilha sonora parecia música de porno chanchada e os diálogos parece que saíram diretamente de um filme da Marvel. E a história extremamente genérica. Não tem grandes inovações como as classes especiais e Behemots do BF1, nem as skills de comando do BF5. Voltou a fazer o básico, mas de maneira bem mediana. A movimentação tá ok e gunfight legal. Ainda tem muito o que melhorar, sobretudo em questão de animações básicas e game design, mas acho que pelo menos o core do jogo tá ok (então dessa vez é realmente possível melhorar, diferente do BF2042 que já foi concebido de maneira errada). Dito isso, pelo menos temos um BF minimamente pensaeo dessa vez, não é mexmo?